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O QUE MUDA? ISO 22000:2005 vs ISO 22000:2018

Principais diferenças:


  • Estrutura de alto nível e texto comum “ Annex SL” 
          Compatibilidade e alinhamento com outras normas ISO de sistemas de gestão. Nomeadamente: 
          Capítulo 4.1, questões externas e internas, introduz novas cláusulas para determinação sistemática e monitorização do contexto de negócio
          Capítulo 4.2, necessidades e expectativas das partes interessadas, introduz a necessidade de identificar e entender factores que podem (potencialmente) afectar a capacidade do Sistema de Gestão em alcançar os resultados desejados.
           Liderança:
           Capítulo 5.1, introduz  um foco maior na Gestão de Topo para demonstrar a sua liderança e compromisso de forma a activamente encorajar a responsabilidade para tornar efectivo o sistema de gestão.

  • Pensamento baseado no risco
          Introduz diferente abordagem no  pensamento baseado no risco, uma vez que não são considerados apenas os riscos identificados através do HACCP, mas devem também ser considerados os riscos que dizem respeito à gestão do risco estratégico organizacional.

  • Ciclo PDCA (Plan-Do-Check-Act)
          Fomenta a aplicação do ciclo PDCA (Planear-Fazer-Verificar-Actuar) a todos os processos do sistema, passando a existir dois ciclos separados que funcionam em conjunto, um aplica-se ao sistema geral de gestão da segurança alimentar e o outro envolve as operações especificadas na secção 8 que abrangem simultaneamente os princípios HACCP.


Figura 1 - Ilustração dos ciclos PDCA. (1)

(1) - ISO 22000:2018 Food Safety Management Systems


  • Controlo dos processos, produtos e serviços de fornecedores externos
          Esta cláusula definida no Capítulo 7.15  introduz a necessidade de controlar os fornecedores de produtos, processos e serviços (incluindo processos terceirizados) e assegurar a comunicação adequada dos requisitos relevantes, para atender os requisitos do sistema de gestão de segurança de alimentos. 

  • Objectivos do Sistema de Gestão da Segurança Alimentar
          Maior ênfase no estabelecimento dos Objetivos do Sistema de Gestão de Segurança Alimentar. Essas alterações encontram-se no Capítulo 6.2.

  • Processos de Suporte – Informação documentada
          Os procedimentos e registos passam a ser considerados “informação documentada” o que permite à organização uma liberdade para definir o tipo e a extensão das informações documentadas mais adequadas e necessárias, ainda que se mantenha alguma informação documentada de carácter obrigatório de “manter” ou “reter”.

  • Operacionalização
          De uma forma geral os requisitos operacionais sofreram actualizações bem como foram introduzidos novos requisitos (Capítulo 6.2.). Nomeadamente foram clarificados alguns termos  tais como: Pontos Críticos de Controle (PCCs), Programas Operacionais de Pré-Requisitos (PPROs) e Programas de Pré-requisitos (PPRs).  Outros destaques estão relacionados com:
        - Deverá ser considerada a série ISO / TS 22002 ao selecionar ou estabelecer PRPs;
        - Informação documentada deve especificar a seleção, estabelecimento, monitorização e verificação dos PPRs;
        - O sistema de rastreabilidade precisa ser testado e verificado quanto à sua eficácia;
        - Para lidar com possíveis situações e incidentes de emergência, foram introduzido novo requisitos; 
        - O plano de  HACCP e o plano de PPROs  são agrupados num Plano de Controlo com critérios a serem definidos para os PPROs e mantém-se os limites críticos para o PCCs. 


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